O transtorno de ansiedade pode ser caracterizado por sentimentos excessivos, como o medo, tensão, apreensão, desconforto e preocupações intensas. Geralmente, em adultos que já passaram dos 60 anos, o transtorno de ansiedade costuma durar anos. Na maioria das vezes aparece associado à depressão, doenças graves ou reações adversas de medicamentos.
Por isso, sintomas físicos e mentais podem ser um sinal de alerta. Sendo eles:
Sintomas Físicos
– Respiração ofegante e falta de ar;
– Palpitações e dores no peito;
– Fala acelerada;
– Sensação de tremor e vontade de roer as unhas;
– Agitação de pernas e braços;
– Tensão muscular;
– Tontura e sensação de desmaio;
– Enjoo e vômitos;
– Enxaquecas;
– Boca seca e hipersensibilidade do paladar;
– Aumento do apetite para doces;
– Alterações do sono;
– Problemas digestivos recorrentes.
Sintomas Mentais
– Preocupações recorrentes;
– Irritabilidade;
– Sentir perigo em tudo;
– Sentir-se à beira de um ataque;
– Sentir-se constantemente no limite;
– Conviver com medos irracionais;
– Frustração ao receber críticas;
– Dificuldade para resolver seus próprios problemas;
– Reações desproporcionais (observadas por pessoas próximas).
É importante reconhecer os sintomas e buscar ajuda profissional o quanto antes, com o objetivo de evitar situações possivelmente piores. Quando o transtorno de ansiedade se torna patológico, ele afeta negativamente a qualidade de vida, podendo gerar ainda mais problemas na saúde do idoso.
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E quais os tipos de ansiedade?
– Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): ocorre quando há aumento da ansiedade basal. A pessoa acometida fica a maior parte do tempo preocupada com um evento que ainda não aconteceu;
– Fobias específicas: ocorre quando há preocupação com algum agente estressor conhecido, pode ser, por exemplo, medo de violência, de falar em público ou até de sair de casa;
– Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): ocorre quando há pensamentos e atos recorrentes . Os comportamentos repetitivos são uma forma de se livrar da ansiedade.
– Estresse pós-traumático: trata-se de uma reação espontânea de transtorno de ansiedade após um acontecimento assustador e marcante. Entre os sintomas, estão: pesadelos, lembranças constantes do acontecido e agitação.
Riscos do transtorno de ansiedade na saúde do idoso
Quando há uma doença crônica, comum em idosos, o transtorno de ansiedade tem grandes chances de estar associado. Isso acontece não só por causa da doença em si, mas devido às preocupações financeiras com tratamentos e compras de medicamentos, por exemplo.
Uma rotina agitada pode ser um grande gatilho para a ansiedade, pois conviver com estresse, correria, pressão, barulhos intensos desenvolve sérios sintomas de irritabilidade e inquietação. Outro fator que intensifica a ansiedade é o uso constante de nicotina (cigarros), álcool e cafeína, principalmente na terceira idade.
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Como evitar o transtorno de ansiedade na terceira idade?
Pratique atividades físicas:
A prática de atividades físicas ajuda a liberar hormônios importantes em nosso corpo, que causam a sensação de bem-estar.
Mantenha uma alimentação balanceada:
Uma boa alimentação possibilita que o corpo esteja bem nutrido para o seu funcionamento regular. A carência ou ingestão descontrolada de determinados nutrientes pode potencializar um quadro de transtorno de ansiedade.
Estabeleça uma rotina:
Ter uma rotina programada, com horários bem definidos para a realização de suas atividades diárias é muito importante para amenizar o transtorno de ansiedade. Saber que você terá um tempo para realizar cada uma de suas tarefas permite que esteja preparado para elas. Tente deixar um horário para cuidar de você, fazer uma meditação ou qualquer outra atividade em que se sinta bem fazendo.
Conclusão
Não existe uma fórmula mágica para conter o transtorno de ansiedade, pois cada pessoa absorve, reage e lida com as situações de uma forma diferente. Entretanto, é fundamental procurar ajuda psicológica, principalmente quando os sintomas estiverem sendo obstáculos na sua rotina.
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